Cartilha de saúde da mulher imigrante é lançada como guia essencial para acesso a cuidados

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Material gratuito reúne informações sobre direitos, exames preventivos e atendimento humanizado, com foco em reduzir barreiras linguísticas e burocráticas

São Paulo, 02/06/26 às 15:26h
Atualizado, 02/06/26 às 15:44h

A nova cartilha de saúde da mulher imigrante, disponibilizada nesta semana por uma organização parceira do sistema público, surge como ferramenta fundamental para garantir que estrangeiras residentes no país tenham acesso igualitário a diagnósticos, tratamentos e prevenção de doenças. O documento, escrito em linguagem simples e traduzido para três idiomas, explica passo a passo como funcionam o SUS, a marcação de consultas ginecológicas, a realização do pré-natal e a obtenção de medicamentos.

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Faça o download da cartilha AQUI

A importância do material vai além da informação básica. Ele alerta para a necessidade de exames como o preventivo do colo do útero (Papanicolau) e a mamografia, muitas vezes negligenciados por mulheres que desconhecem a periodicidade recomendada ou temem a exposição a serviços de saúde por falta de documentos. A cartilha também orienta sobre situações de violência obstétrica e doméstica, apresentando canais oficiais de denúncia e redes de acolhimento.

Especialistas apontam que imigrantes enfrentam vulnerabilidades acrescidas: dificuldade com o idioma, medo de ser deportada e desconhecimento de seus direitos. A cartilha preenche essa lacuna ao explicar, por exemplo, que o atendimento de urgência e emergência não pode ser negado a ninguém, independentemente da situação migratória.

Outro ponto de destaque é a seção sobre saúde mental, com orientações para lidar com o estresse da adaptação e a saudade do país de origem. O material ainda lista endereços de centros de referência para imigrantes e indica como solicitar acompanhamento psicológico gratuito.

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A distribuição da cartilha será feita em unidades básicas de saúde, centros de referência da mulher, organizações da sociedade civil e plataformas digitais. A expectativa é que o conteúdo chegue a milhares de mulheres, reduzindo barreiras e promovendo autonomia.

 

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Importância para as mulheres imigrantes:

O material se torna ainda mais urgente ao detalhar políticas públicas existentes, como a Lei Maria da Penha (aplicável independentemente da nacionalidade da vítima), os serviços da Patrulha Maria da Penha e os Centros de Referência de Atendimento à Mulher. A cartilha informa, de forma clara, que mulheres imigrantes têm direito a medidas protetivas, atendimento multilíngue na delegacia da mulher e acesso a casas-abrigo, mesmo sem documentos regulares. Ao evidenciar esses instrumentos legais e institucionais, a cartilha fortalece a rede de proteção e combate à violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, oferecendo às imigrantes caminhos concretos para romper ciclos de agressão e buscar justiça com segurança.

 

Cartilha “Saúde da Mulher Imigrante – Versão Espanhol
(Cidade de São Paulo)”

“Cómo cuida Brasil a las mujeres y las niñas?”

Realização:
Instituto de Saúde – Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Proposta, pesquisa e texto:
Regina Figueiredo (IS/SES-SP)

Colaboração:
Letícia Eck Duran, Jaine Oliveira Rodrigues, Ester Souza Cânovas Botazzo, Luaê Helena Fonseca Raimundo dos Santos, Thais Aparecida Alves Turno, Letícia Cordeiro, Dafne Mordente Sotiropoulos, Lígia Santos Mascarenhas

Área Técnica de Saúde da Mulher (SMS/PM-SP)
Equipe de Assistência Social e Direitos Humanos de Francisco Morato:
Wagner Carneiro de Santana, Elaine Cristina Marques, Tais Silva, Aline Assêncio, Lilian Mais

Parceira:
Pra Toda Gente (@lerpratodagente)

Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de São Paulo
Revisão de tradução para espanhol:
Ester Marisol M. Venegas, Enrique Gonzalez

Montagem:
Regina Figueiredo

Ilustrações:
Juliana Vitória da Silva (JU Vitória) (@
juvitoria.art)
Agradecimentos:
Cooperunidos de Francisco Morato, Agnaldo Vidali, Pablo Venegas

São Paulo, versão 2026

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