Tensão no Brás: Onda de Assaltos a Imigrantes Bolivianos Promete Crescer Durante as Festas de Fim de Ano

A onda de assaltos e roubos direcionados especificamente à população imigrante boliviana no bairro do Brás tem gerado alarme entre os moradores e visitantes das ruas próximas à Rua Coimbra. O “modus operandi” dos criminosos permanece consistente: grupos de dois a três jovens montados em bicicletas identificam suas vítimas, geralmente bolivianas, para em seguida subtrair suas bolsas, mochilas ou carteiras, fugindo rapidamente. Os criminosos contam com o apoio de outros dois ciclistas comparsas, criando um ambiente propício para a impunidade.

O desespero das vítimas, que gritam por socorro, é muitas vezes ignorado pela comunidade local, onde os comerciantes identificam esses incidentes como apenas mais um roubo cotidiano. O problema atingiu tal magnitude que a advogada Patricia Vega publicou um vídeo na tarde de terça-feira 12/12/2023, destacando mais uma vítima entre centenas que foram assaltadas nas imediações. Isso evidencia a fragilidade do estado paulista perante os grupos criminosos na região do Brás.

A Dra. Vega, que trabalha nas proximidades, alerta com conhecimento pleno da violência, afirmando que andar pela Rua Coimbra é um verdadeiro perigo para a integridade física e patrimonial dos cidadãos bolivianos, a mensagem de Vega foi bem clara, “…prepare-se para vir para a R. Coimbra, por que aqui você será assaltado sim o sim!”

 

Impasse Crítico: Descaso no Combate à Violência contra Imigrantes no Brás

Apelos constantes às autoridades de segurança têm sido feitos, no entanto, as respostas são insatisfatórias. As autoridades policiais alegam não ter registros das denúncias das vítimas em seus bancos de dados, o que impede a realização de operações para desmantelar esses criminosos. Além disso, não há presença efetiva do estado na região, não existindo um ponto fixo permanente para demonstrar sua autoridade, transformando essas ruas em uma área sem lei.

O CONSEG, ignora e banaliza os apelos da população imigrante. Um fato triste, quando questionada sobre a violência e os furtos na região, a presidente do CONSEG Brás/Mooca, Sra. Wanda Herrero, surpreendentemente atribuiu o problema à população boliviana, ignorando a responsabilidade das autoridades em garantir a segurança de todos os cidadãos, independentemente de sua origem. Essa postura demonstra a urgência de uma abordagem mais eficaz e inclusiva para lidar com a segurança pública no bairro do Brás.

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