Música, futebol e América Latina: Canção que une Brasil e Bolívia aposta na Copa de 2026

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A colaboração entre artistas brasileiros e bolivianos aposta na força cultural da música ligada ao futebol e ao entretenimento global.

São Paulo, 29/05/26 às 16:55h
Atualizado, 29/05/26 às 17:44h

O impacto das canções relacionadas ao futebol não é algo novo, mas durante uma Copa do Mundo esse fenômeno assume outra dimensão.

Algumas músicas inclusive superaram o âmbito esportivo e se tornaram marcos da cultura pop mundial. Um dos maiores exemplos é “Waka Waka (This Time for Africa)”, de Shakira, lançada durante a Copa do Mundo da África do Sul de 2010. A canção chegou à Billboard Hot 100, acumulou bilhões de reproduções no YouTube e entrou para o Livro dos Recordes após superar um bilhão de streams no Spotify. Outro caso emblemático foi “We Are One (Ole Ola)”, interpretada por Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte durante a Copa do Mundo Brasil 2014.

 

 

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Agora, a FIFA já começou a movimentar a edição de 2026 com o lançamento de “Lighter”, colaboração entre Jelly Roll, Carín León e o produtor Cirkut. Paralelamente, um novo projeto latino-americano busca aproveitar o crescimento da conexão entre música, torcidas e cultura digital.

 

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Brasil entra na onda da Copa

O single “Mueve el Bom Bom Bom”, lançado pela Lujo Network, reúne o brasileiro Deavele Santos e os artistas bolivianos Bonny Lovy e JERÔME, junto com Maytê Flores, em uma produção que mistura piseiro, reggaeton, pop latino e funk. A canção foi concebida como uma proposta alinhada ao ambiente multicultural que costuma acompanhar a Copa do Mundo.

 

 

Para Jeff Nuno, CEO da LUJO NETWORK e especialista em distribuição digital, a força desse tipo de produção está justamente na capacidade de conectar diferentes públicos através da emoção coletiva.

“A música ligada ao futebol tem um alcance diferente porque nasce conectada ao sentimento de pertencimento, celebração e identidade cultural. Quando você mistura ritmos latinos com elementos brasileiros, cria algo que pode dialogar com vários mercados ao mesmo tempo”, afirma.

O projeto reúne artistas com trajetórias já consolidadas. Deavele Santos ganhou notoriedade no Brasil dentro do piseiro graças a sucessos virais e colaborações com artistas como Tony Guerra e Wesley Safadão. Por sua vez, Bonny Lovy é um dos nomes mais populares da música boliviana contemporânea e mantém forte presença junto ao público desde sua infância artística.

JERÔME representa a nova geração de artistas urbanos bolivianos e atualmente vive um crescimento importante em plataformas digitais, incluindo presença de destaque em playlists latinas e rankings regionais. Além disso, é considerado um dos pioneiros em levar as batidas e a estética do brega funk brasileiro ao mercado boliviano, ajudando a popularizar esse som dentro da cena urbana local.

Mayte Flores, conhecida popularmente como “La Beishu”, também faz parte do projeto. A artista boliviana combina música, redes sociais e entretenimento, consolidando uma forte presença digital.

 

Algoritmos e identificação coletiva

As canções associadas ao esporte, às torcidas e aos grandes eventos geralmente ganham força também pelo comportamento das plataformas digitais.

“Quando uma canção gera uma conexão emocional coletiva, naturalmente produz repetição, compartilhamentos e uso em vídeos curtos. Isso faz com que os algoritmos entendam esse conteúdo como altamente relevante. O crescimento do conteúdo esportivo nas redes sociais amplificou ainda mais esse movimento”, explica Jeff Nuno.

“O futebol hoje não vive apenas no estádio. Vive no TikTok, nos Reels, nas trends, nos vídeos de torcedores e nas experiências digitais. A música acaba se tornando parte dessa linguagem.”

 

Intercâmbio musical na América Latina

Além da relação com o futebol, o projeto também chama a atenção pelo intercâmbio artístico entre Brasil e Bolívia, algo que tem se tornado cada vez mais frequente dentro da música latina contemporânea.

“A indústria musical latino-americana está muito mais integrada. As barreiras do idioma diminuíram bastante dentro das plataformas digitais e isso abriu espaço para colaborações que antes pareciam improváveis. A música latina vive um momento de circulação continental muito forte. Hoje um hit pode nascer localmente e rapidamente chegar a outros países graças às redes sociais e ao streaming”, conclui Jeff Nuno.

Imagen ilustrativa (Reproducción/Divulgación)
Jeff Nuno (Lujo Network/IMF Press Global)

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