Celebração do Illapacha em São Paulo: Imigrantes Andinos Fortalecem Tradição Ancestral e Unem Culturas na Terra da Garoa

Na noite de quinta-feira, 21 de dezembro, membros das comunidades imigrantes da Bolívia, Peru e Brasil em São Paulo celebraram o Illapacha, um momento de reflexão andina amazônica, uma atividade propícia para perpetuar uma tradição ancestral trazida pelos imigrantes e agora celebrada também na Terra da Garoa.

O ritual, enraizado no compartilhamento de conhecimentos, foi acompanhado pelas sagradas folhas de coca no tradicional “Acullico”. Neste ritual ancestral, as folhas de coca foram mastigadas, proporcionando valores medicinais e nutritivos ao corpo. No entanto, além disso, o coletivo de imigrantes do Centro Cultural Andino Amazônico, fortaleceu a tradição representativa da união dos povos andinos da América Latina, tornando-se parte integrante da identidade e cultura de várias nações, agora também em São Paulo.

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A cada 21 de dezembro, os povos originários andinos celebram a “Illa” e “Ispalla” em torno da festa de Illapacha dos Andes, com o objetivo de lembrar a primeira semeadura realizada em setembro e da qual surgem os primeiros frutos.

Para honrar esta ocasião, são realizados rituais herdados de tradições ancestrais em diferentes regiões da Bolívia, com pedidos de saúde, unidade e bons presságios.

 

O 21 de dezembro tem muitas acepções no calendário dos povos originários andinos.

No entanto, todas têm o denominador comum de agradecimento para que a Pachamama proporcione boa produção e proteja a criação de animais.

Nesse sentido, muitas regiões celebram o “Qhapaq Raymi” ou festa grande do sol, da maturação das colheitas, da renovação de energias.

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Trata-se da Illapacha dos Andes, que contempla a festa da Illa relacionada a tudo que é animal, e a da Ispalla, vinculada ao que é vegetal e mineral. No video a seguir podemos apreciar detalhes da celebração ancestral da festa da abundância.

De acordo com as tradições aymaras, a temporada de agradecimento à Pachamama conclui em fevereiro com a festa do Anata.

O país altiplânico celebra em 21 de junho o solstício de inverno e o Ano Novo Andino Amazônico, e em 21 de dezembro, além de elogiar o solstício de verão, é também a data das “illas”, que na cultura ancestral se traduz como a fonte, a origem, a semente de tudo animal, vegetal e mineral.

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O solstício de verão é caracterizado pela noite mais longa do ano no hemisfério norte e a mais curta no sul.

A atividade foi realizada pelo Centro Cultural Andino Amazônico, na noite da quinta-feira 21 de dezembro de 2023 nas instalações do CAMI no Centro Histórico de São Paulo.

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