Relatório da gestão Rosana Camacho na ADRB confirma ampliação de saúde e assistência a imigrantes

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Gestão final 2026 revela evolução histórica da entidade, com 22.700 cestas básicas distribuídas e modelo de busca ativa que atende 90% dos pacientes sem documentação

São Paulo, 25/05/26 às 23:54h

1. Resenha Histórica e Evolução Institucional

A ADRB nasceu em 1969 sob o nome de Iº Comitê Central Desportivo de Residentes Bolivianos, com o propósito fundamental de unificar a comunidade boliviana em São Paulo por meio do esporte. Alcançou marcos de grande relevância, como sua legalização jurídica em 1979, a aquisição de sua própria sede e a criação do jornal “La Puerta del Sol”, que se consolidou como um veículo essencial de comunicação, difusão cultural e intercâmbio com todos os residentes. Na gestão 2001-2002, a instituição reorientou estrategicamente sua missão para o atendimento médico e odontológico. Em 2010, expandiu seu campo para a área social e, a partir de 2012, consolidou um projeto contínuo que se atualiza anualmente conforme as demandas emergentes. Em 2022, incorporou projetos socioeducativos, amadurecendo para um modelo de atendimento integral que hoje aborda saúde, alimentação, educação, comunicação comunitária e incidência política.

Baixe o relatório em espanhol – PDF.

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2. Resultados Estatísticos e Diagnóstico Operativo (2010 / 2026)

Perfil Demográfico dos Beneficiários: Em consonância com sua missão de apoio à comunidade residente, a população atendida concentra-se principalmente em adultos em idade produtiva, com um índice de participação equilibrado entre gêneros.

  • Distribuição por Gênero:

    • Masculino: 46%

    • Feminino: 54%

  • Distribuição por Faixas Etárias:

    • Crianças (04 – 09 anos): 33,6%

    • Adolescentes: 12,3%

    • Adultos jovens: 44,4%

    • Idosos: 9,7%

  • Cobertura Territorial e Impacto Geográfico: Fiel às suas raízes nas zonas de maior concentração da coletividade boliviana em São Paulo, a ADRB concentra a maioria de seus serviços no circuito centro-leste:

    • Brás • Penha • Bom Retiro • Pari • Mooca • Cangaíba

    • Outras regiões da capital: Guaianazes, Carapicuíba, Itaquaquecetuba, Francisco Morato, Osasco, Santana, Vila Maria, Vila Guilherme, Casa Verde, Ermelino Matarazzo, Jardim Brasil e Edu Chaves.

  • Situação Documental na Triagem

Os dados refletem as barreiras burocráticas e a vulnerabilidade civil que a ADRB busca combater desde sua transição assistencial e social:

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  • Sem documentação do país receptor: 57,7%

  • Documentação:

    • RNE: 6,7%

    • CI: 5,3%

    • CPF: 28,1%

    • RG: 2,1%

  • Especialidade Médica e Canal de Captação

  • Via de Captação: As Campanhas Externas (itinerantes) consolidam o modelo de busca ativa da instituição, representando 56,6% do volume total, contra 43,4% atendidos no Consultório Fixo da sede.

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3. Programas Sociais de Alto Impacto e Novas Iniciativas

  • Comunicação Comunitária: Jornal “La Puerta del Sol” – Como parte de seu eixo de visibilização e integração, a ADRB mantém ativa a elaboração e publicação de edições do jornal “La Puerta del Sol”. Este meio impresso e digital serve não apenas para informar a comunidade sobre seus direitos e as jornadas de saúde, mas também para manter vivos os laços culturais e a identidade da comunidade residente.

  • Segurança Alimentar (Programa “Cidade Solidária”) – Durante o ano de 2020 e o primeiro semestre de 2023, no contexto crítico da pandemia e pós-pandemia, a ADRB demonstrou sua capacidade operativa e compromisso social mediante a distribuição de 22.700 cestas básicas de alimentos, mitigando o risco de vulnerabilidade alimentar na comunidade.

  • Projeto “Semear Alegria” e Saúde Mental Infantil – Em resposta a um incremento substancial nas solicitações de mediação para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a ADRB implementou o serviço de atendimento psicológico infantil. Este marco consolida o Projeto Semear Alegria, o qual prepara crianças e jovens para conviver em ambientes social e culturalmente diversos, dotando-os de ferramentas para superar as adversidades cotidianas da migração.

  • Projeto de Arteterapia para Mulheres – O projeto de arteterapia agrega um valor humano e de saúde mental focado no gênero, o que complementa perfeitamente os objetivos socioeducativos e assistenciais da instituição.

  • Programa para Gestantes e Mães Solteiras – Projeto em fase de elaboração, desenhado para brindar assistência específica a um dos setores mais vulneráveis da comunidade.

  • Incidência Política e Capacitação – Após o período de normalização pós-pandemia, a ADRB tem enfocado seus esforços na capacitação de seus voluntários e em uma participação ativa na construção de políticas públicas para a população migrante no Município de São Paulo.

  • Rede de Alianças – Para viabilizar sua estrutura assistencial, a ADRB tem tecido múltiplas alianças institucionais com órgãos públicos, organizações não governamentais (ONGs) e entidades do setor de saúde, permitindo ampliar o alcance de suas intervenções.

  • Programa de Novas Fontes de Trabalho – Alianças com empresas para capacitar os residentes em vários setores da economia local, por meio de entrevistas e palestras.

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4. Observações Críticas

  • Evolução do Impacto Social: A transição iniciada em 2010 (área social) e reforçada em 2022 (área socioeducativa) explica a confiança que a comunidade deposita na ADRB. A instituição já não é vista apenas como um espaço de saúde, mas como um pilar de referência e proteção social.

  • Mitigação da Invisibilidade Civil: Ao atender 90% dos pacientes sem documentos (RNM), a instituição cumpre um papel subsidiário fundamental, oferecendo uma porta de entrada segura à saúde e uma plataforma potencial para os projetos socioeducativos dirigidos a famílias em situação de vulnerabilidade.

  • Evolução da Demanda (Da Assistência à Estruturação): Os dados demonstram que o migrante recém-chegado enfrenta barreiras que vão além da saúde física. A falta de documentação (90%) e as demandas de saúde mental (TEA) justificam plenamente a transição da ADRB para um modelo de assistência social integral e georreferenciado.

  • Efetividade do Modelo Itinerante: As brigadas e campanhas de rua demonstraram ser a estratégia mais eficaz para alcançar a população-alvo. O modelo de busca ativa supera amplamente a capacidade de convocação do consultório fixo.

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5. Recomendações Estratégicas

  • Articulação por meio do “La Puerta del Sol”: Utilizar as edições do jornal institucional para difundir massivamente os novos serviços psicológicos infantis, os projetos de TEA e as convocações para o programa de gestantes.

  • Sinergia entre Saúde e Projetos Socioeducativos: Recomenda-se aproveitar o grande fluxo de pessoas nas campanhas médicas externas para difundir, inscrever e canalizar as famílias para os projetos sociais e socioeducativos implementados desde 2010 e 2022.

  • Retorno às Alianças Institucionais: Sugere-se fortalecer os laços com o Consulado Boliviano e organizações de direitos humanos para realizar brigadas conjuntas de saúde e regularização documental, dando uma resposta direta aos 90% de pacientes que carecem de documentos.

  • Modernização dos Sistemas de Registro: Para honrar a evolução institucional e garantir auditorias eficientes, é necessário adequar as ferramentas de coleta de dados (Excel/Formulários), restringindo campos abertos para evitar erros de digitação e assegurar estatísticas institucionais impecáveis.

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6. Junta Diretiva Institucional (Nomina)

O presente documento é respaldado e validado para sua apresentação oficial pela atual mesa diretiva da instituição:

  • Presidente: Rosana Camacho

  • Vice-presidente: Tereza Prieto

  • Secretário Geral: Johnny Romano

  • Tesoureira: Selma Murillo

  • Diretora Social: Cristina de Camacho

  • Diretora de Cultura: Elizabeth Reyes

  • Diretora de Patrimônio: Elizabeth Campero

  • Diretores de Comunicação: Eduardo Schartzberg e Ivan Alvarado

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