Imigrantes bolivianos no Brasil vivem expectativa por vaga na Copa do Mundo Seleção boliviana decide vaga com Iraque pela repescagem mundial, na madrugada de terça para quarta

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Entrevista revela emoção, identidade e união da comunidade boliviana às vésperas da decisão por vaga na Copa do Mundo.

São Paulo 31/03/2026 às 11:03h

Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo, assinada por Eduardo Moure, trouxe à tona a força e a emoção dos imigrantes bolivianos que vivem no Brasil diante de um dos momentos mais marcantes da história recente do futebol do país andino. A matéria destaca a expectativa para o confronto decisivo entre Bolívia e Iraque, válido pela repescagem mundial, que pode garantir à seleção boliviana um retorno à Copa do Mundo após 32 anos.

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Com o olhar voltado para além das quatro linhas, a reportagem ouviu bolivianos radicados no Brasil, revelando como o futebol se transforma em elo de identidade, pertencimento e esperança para uma comunidade que mantém vivas suas raízes mesmo longe da terra natal.

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O imigrante boliviano Antonio Andrade veste a histórica camisa da seleção que levou a Bolívia à Copa do Mundo FIFA de 1994. Ilustração produzida com o uso de inteligência artificial – (Bolívia Cultural).

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Entre os entrevistados está Antonio Andrade Vargas, comunicador, marqueteiro e fundador do portal de notícias Bolívia Cultural, referência internacional na promoção da cultura dos imigrantes bolivianos. Radicado no Brasil há três décadas, ele sintetizou o sentimento coletivo ao classificar a partida como um marco histórico:

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— “O jogo, para nós bolivianos, é um fato histórico. Foi muito difícil chegar até aqui, não havia muita confiança da torcida e, mesmo assim, conseguimos. É uma partida que mexe com a nossa história, com a sociedade como um todo. Ver a Bolívia na Copa do Mundo é um sonho que agora pode se tornar realidade”, destacou.

Na entrevista, Andrade também ressaltou o impacto social do momento vivido pela seleção, especialmente entre os imigrantes em São Paulo. Segundo ele, o clima é de união, celebração e esperança, reforçando o papel do futebol como elemento de coesão comunitária, sobretudo em um contexto de desafios políticos e econômicos enfrentados pela Bolívia.

— “Esse momento une ainda mais a nossa comunidade. É uma verdadeira festa, uma esperança coletiva. O futebol acaba sendo uma válvula de escape diante das dificuldades que o país enfrenta”, afirmou.

A reportagem ainda evidencia o carinho nutrido por muitos bolivianos em relação ao Brasil. Vargas relembrou que, nas edições da Copa do Mundo em que a Bolívia não esteve presente, sua torcida foi para a seleção brasileira, destacando o acolhimento recebido ao longo dos anos.

— “Tenho um carinho enorme pelo Brasil, país que me recebeu tão bem. O brasileiro é um povo solidário e amigável”, completou.

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Henry José Limachi Quisbert, boliviano que mora em São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

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Outro depoimento marcante é o do comunicador e artista circense Henry José Limachi Quisbert, morador do bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Dividido entre a alegria e a saudade, ele expressou o sentimento de muitos imigrantes:

— “Como imigrante boliviano, tenho dois sentimentos: fico muito feliz por estarmos tão perto novamente de um Mundial após três décadas, mas também triste por não estar em minha casa para vivenciar de perto esse momento tão histórico do nosso futebol”.

A matéria de O Globo reforça que, mais do que um jogo, a disputa entre Bolívia e Iraque representa um capítulo de afirmação cultural, emocional e social para milhares de bolivianos espalhados pelo mundo, especialmente aqueles que, mesmo distantes, seguem conectados à sua pátria através do futebol.

Confira a reportagem completa publicada pelo O GLOBO e mergulhe na emoção que mobiliza a comunidade boliviana às vésperas deste momento histórico.

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