“São Paulo foi construída pelas mãos das diásporas”, afirma Tarcísio em missa pelos 472 anos da cidade.

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Em missa pelos 472 anos da cidade, governador afirma que São Paulo foi erguida “pelas mãos das diásporas”; celebração na Sé reuniu autoridades civis e religiosas

São Paulo • 25/01/26 às 14:19h
Atualizado • 25/01/26 às 01:46h

Em uma celebração que uniu fé, história e política, a missa solene pelos 472 anos de São Paulo, realizada na catedral da Sé na manhã deste domingo (25), teve como um dos momentos centrais o discurso do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que atribuiu à força das diásporas a construção da identidade paulistana. “São Paulo foi construída pelas mãos das diásporas”, afirmou o governador, ao destacar o papel fundamental dos fluxos migratórios na formação da cidade.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o vice-prefeito, Coronel Mello Araujo (PL), estiveram acompanhados de suas esposas. (Foto: Bolívia Cultural).

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A cerimônia ecumênica, conduzida pelo arcebispo dom Odilo Scherer, contou também com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e reuniu autoridades civis, militares e representantes da sociedade civil, como o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Em sua homilia, dom Odilo dirigiu um apelo aos poderes públicos, pedindo que governantes, legisladores e membros do Judiciário “se esforcem para dar uma vida boa para os moradores” da capital.

A celebração, que incluiu a participação de secretários municipais, como Regina Célia da Silveira Santana, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, além de representantes das forças de segurança e militares, reforçou simbolicamente a ideia de uma cidade plural e em constante transformação. A fala do governador repercutiu na estrutura da basílica da Sé não apenas como um reconhecimento histórico, mas como um gesto político de inclusão, situando as diásporas contemporâneas, de haitianos, venezuelanos, bolivianos, peruanos, paraguaios, sírios e tantos outros, na mesma narrativa de fundação que moldou o passado paulistano.

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A cerimônia ecumênica, conduzida pelo arcebispo dom Odilo Scherer, reuniu autoridades civis, militares e representantes da sociedade civil e de diversas religiões em São Paulo. (Foto: Bolívia Cultural).

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Assim, nos 472 anos de São Paulo, a homenagem religiosa converteu-se também em um palco de afirmação: a cidade que se renova a cada dia segue sendo, como lembrou Tarcísio, obra coletiva das mãos que a ela chegam, trazendo esperança, cultura e trabalho.

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