Sônia Guajajara convida imigrantes aimarás, quéchuas e guaranis para ato na Av. Paulista neste domingo

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Candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo pelo PSOL participou do evento REFLORESTARMENTES, no Cambuci, e defendeu participação de crianças no debate político

São Paulo, 12/09/26 às 09:41h

Em entrevista aos microfones do Bolívia Cultural, no fim do dia de sexta-feira, 11 de setembro, durante o evento REFLORESTARMENTES, realizado no bairro do Cambuci, em São Paulo, Sônia Guajajara, candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo pelo PSOL nas eleições de 2026, com o número 5088, afirmou que a América Latina atravessa um momento difícil, com muitos governos de extrema direita assumindo e ignorando direitos e povos.

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“Olha, é um prazer mandar esse recado para vocês, dizer que nós estamos juntos nessa luta. A América Latina está num momento muito difícil, muitos governos de extrema direita assumindo, ignorando direitos, ignorando povos, mas a gente segue juntos, tá bom? Pode contar comigo, receba o meu abraço”, declarou a candidata.

Sônia Guajajara também propôs a organização de uma roda de conversa com crianças. “Vamos chamar, né? Vamos convidar, vamos organizar uma roda de conversa com esse povo, com essas crianças, porque é muito importante que as crianças participem desse debate, dessa conversa, para elas também dizerem para a gente, né? O que querem, o que esperam do futuro”, afirmou.

Para a candidata, “reflorestar mentes é fazer o mundo repensar os seus comportamentos. E eleger uma mulher indígena é pensar na prática o que isso significa”.

 


Sônia Guajajara concluiu convidando aos imigrantes aimarás, quéchuas e guaranis imigrantes em SP para comparecer neste domingo, 13 de setembro, na Av. Paulista, a partir das 14h, para apoiar lideranças mulheres do PSOL rumo a propostas que buscam defender e combater as discriminações contra mulheres, crianças e populações desprotegidas, incluindo os imigrantes e povos originários da região.

 


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Day Molina destaca apoio às mulheres indígenas

Já Day Molina, que dividiu o palco com a candidata Sônia Guajajara no encontro, afirmou que é sempre muito especial estar com a Sônia. “Eu acho que ela é uma potência e eu percebo que há uma necessidade cada vez mais urgente da gente olhar para as mulheres indígenas, reconhecer os seus saberes e, sobretudo, apoiá-las, incentivá-las a ir muito mais longe do que dizem que é possível estar. Sobretudo as mulheres Aymaras, as mulheres Quechua que estão também em contexto de deslocamento, mulheres imigrantes que estão aqui na cidade de São Paulo”, disse.

Day Molina ressaltou que todas as mulheres merecem ser respeitadas e que o contexto de deslocamento dentro do continente Abiayala precisa ser respeitado e com garantia de direitos. “A gente precisa olhar para a importância disso e incentivar que mulheres indígenas, independentes de nacionalidade, se reconheçam e também sejam vistas, reconhecidas, respeitadas dentro da sociedade”, afirmou.

A estilista também defendeu que é importante pensar para além da moda e da estética, olhando para a questão de direitos humanos e garantia de que a vida das mulheres esteja cada vez mais em dignidade, proteção e reflorestando também a mente humana, “a mente que ainda é patriarcal, machista, misógina”.

Sobre a indústria da moda em São Paulo, Day Molina destacou que o setor tem a mão de obra de mulheres e homens imigrantes. “Temos que melhorar a qualidade de vida desses imigrantes, desses trabalhadores também? Sim, com certeza”, afirmou.

Para ela, São Paulo é um lugar que recebe muita diversidade e é cada vez mais necessário olhar para as pessoas em contexto de deslocamento e imigração, garantindo dignidade, trabalhos bem remunerados, respeito e envolvimento na cultura local. “Eu tenho visto um movimento muito bonito de jovens indígenas em contexto imigratório, filhos de imigrantes, também ganhando espaço”, completou.

Day Molina é estilista, fundadora da NALIMO, marca indígena que trabalha 100% com mulheres, imigrantes, indígenas e negras, fomentando economicamente, promovendo igualdade de gênero e raça. Ela é indígena pertencente aos povos Aymará e Fulni-ô, pesquisadora e ativista, primeira criativa indígena a se formar e atuar profissionalmente na moda. Estudou design de moda pela UBA (Universidade de Buenos Aires), Direção de arte pela Escuela Aldo Bressi (Argentina), com especialização em Antropologia de consumo pelo Polo Criativo (Rio de Janeiro) e estuda pós-graduação em Sociologia da Arte (São Paulo).

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