Prefeitura de Itaquaquecetuba derruba casas e famílias bolivianas ficam desabrigadas

Casas ficavam no Pequeno Coração e foram derrubadas na tarde desta quinta-feira (17). Em nota, Prefeitura informou que a Guarda apenas cumpriu a lei, impedindo o loteamento clandestino.

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Prefeitura de Itaquaquecetuba derruba casas e famílias bolivianas ficam desabrigadas

Por Bom Dia Diário
18/06/2021 10h55

Várias casas foram derrubadas pela Prefeitura de Itaquaquecetuba na tarde desta quinta-feira (17), no Pequeno Coração. Cerca de dez famílias bolivianas ficaram desabrigadas.

Algumas imagens foram feitas por moradores e por uma advogada. Tratores demoliram as casas, algumas ainda em construção. As famílias tinham poucos móveis e dormiam em colchões no chão. No grupo havia muitas mulheres e crianças. A Guarda Municipal acompanhou a demolição.

O presidente da federação de bolivianos em Itaquaquecetuba, Hidalgo Rosas, disse que as famílias não foram notificadas, que não havia assistente social da Prefeitura e que o Conselho Tutelar ameaçou levar as crianças.

Em nota, a Prefeitura afirmou que a Guarda apenas cumpriu a lei, impedindo o loteamento clandestino. Disse também que lá não tem família morando e que preza pelo cuidado dessas vítimas de golpistas que demarcam áreas irregulares e vendem os lotes. Também disse que as secretarias de Desenvolvimento Social, Meio Ambiente e Saneamento deram assistência.

Prefeitura de Itaquaquecetuba derruba casas e famílias bolivianas ficam desabrigadas
Prefeitura de Itaquaquecetuba derruba casas  (Assista o vídeo - aqui)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinou, em 3 de junho, a suspensão, por seis meses, de medidas administrativas ou judiciais que terminem em despejos, desocupações, remoções forçadas ou reintegrações de posse em imóveis de moradia coletiva ou de área produtiva de populações vulneráveis.

Em relação a essa decisão, a Prefeitura falou que não se tratava de imóvel terminado e habitado, mas, sim, do começo de uma ocupação clandestina. Apesar de questionada, a administração municipal ainda não informou se alguma decisão judicial autorizou a ação.

fonte: g1.globo.com

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