Eleições 2026: Mulheres imigrantes lançam manifesto e fortalecem voz na formação de opinião política

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Frente de Mulheres Imigrantes, Refugiadas e Apátridas de São Paulo (FMIRA) defende candidaturas femininas progressistas contra o avanço da misoginia, xenofobia e retrocessos sociais.

São Paulo 30/09/26 às 17:46h

A Frente de Mulheres Imigrantes, Refugiadas e Apátridas de São Paulo (FMIRA) lançou um manifesto que marca um posicionamento estratégico para as Eleições 2026, assumindo um papel central na formação de opinião pública no Brasil. O documento, intitulado “Manifesto de Apoio às Candidaturas de Mulheres Progressistas”, enfatiza que a defesa da democracia participativa e dos direitos humanos exige a presença efetiva dessas mulheres nos espaços de poder. Ao articular suas lutas e reivindicações, o grupo posiciona a participação feminina e migrante como elemento fundamental para definir os rumos políticos do país e a construção de políticas públicas inclusivas.

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O texto destaca a urgência de ampliar a representatividade nos espaços de decisão, apoiando explicitamente as candidaturas de Lula, Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além de uma ampla lista de deputadas federais e estaduais. Ao denunciar o avanço de projetos conservadores que resultam em cortes orçamentários para políticas de gênero e no aumento da violência, o manifesto reforça a resistência contra o racismo, a xenofobia e a misoginia estrutural. Dessa forma, as mulheres imigrantes não apenas influenciam o debate eleitoral, mas reivindicam o protagonismo político sob o princípio de “dar voz às candidaturas de nós para nós”, consolidando seu papel na opinião pública e na transformação social.

 

Leia o manifesto completo a seguir:

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#NossaVozÉPolítica

MANIFESTO DE APOIO ÀS CANDIDATURAS DE MULHERES PROGRESSISTAS

Frente de Mulheres Imigrantes, Refugiadas e Apátridas de São Paulo (FMIRA)

Estamos diante de uma escolha sobre o país que queremos construir e sobre quem deve participar das decisões que definem seus rumos.

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Defender a democracia participativa, os direitos humanos e a presença das mulheres nos espaços de poder é defender um projeto de país em que nossas vidas, nossas lutas e nossas reivindicações façam parte da construção das políticas públicas.

Essa disputa passa pela Presidência da República, pelo governo do Estado de São Paulo, pelo Senado Federal e pela ALESP. Passa por Lula, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além das demais candidaturas progressistas, especialmente as de mulheres que apoiam mulheres.

Apoiar essas candidaturas significa ampliar a presença das mulheres cis e trans nos espaços de decisão e fortalecer uma política comprometida com nossos direitos. Significa também romper com uma cultura política misógina que nos desvaloriza, dificulta nossa participação e limita nosso acesso aos espaços de tomada de decisões.

É preciso, ao mesmo tempo, denunciar o projeto que se coloca em sentido contrário. Apoiar Flávio B, fortalecer um Senado machista e misógino ou dar continuidade ao projeto de Tarcísio para São Paulo significa aprofundar um caminho de retrocessos nos direitos, na participação social e nas políticas públicas.

Em São Paulo, esse retrocesso já se expressa na redução de recursos para as políticas de gênero, no enfraquecimento dos programas de enfrentamento à violência contra as mulheres, na fragilização da participação social e na priorização das privatizações e da lógica de mercado na educação, na cultura e na saúde pública.

As políticas de gênero estão entre as mais prejudicadas. O governo do estado reduziu em mais de 50% o orçamento previsto para a Secretaria de Políticas para a Mulher, fragilizando programas voltados aos direitos das mulheres e projetos de enfrentamento à violência contra nós. Soma-se a isso a deterioração do atendimento nas Delegacias 24h e a falta de efetividade dessas políticas, em um contexto de aumento dos índices de feminicídio no estado.

Também foram esvaziados canais de participação democrática, como as Conferências, pela falta de apoio governamental, restringindo nossa participação na construção das políticas públicas.

O racismo e a xenofobia nos atingem de forma específica, aprofundando as desigualdades e dificultando nossa participação social e política. O enfraquecimento das políticas de enfrentamento a essas violências contribui para o isolamento e a fragilização das mulheres imigrantes, refugiadas e apátridas, sejam cis ou trans, afastando-nos dos espaços de participação e de construção das políticas públicas.

As candidaturas listadas a continuação nos representam porque defendem nossos direitos, estão presentes em nossas lutas e apoiam nossas reivindicações. Em seus projetos políticos, a defesa dos direitos humanos é um marco fundamental da democracia participativa pois são candidaturas que se contrapõem à agenda da ultradireita, fascista, misógina, racista, xenófoba e neoliberal.

 

É por isso que declaramos nosso apoio para:

Lula 13 – Presidente

Haddad 13 – Governador por São Paulo

Marina Silva 180 – Senadora por São Paulo

Simone Tebet 400 – Senadora por São Paulo

 

Deputadas Federais

Juliana Cardoso — 1333

Erika Hilton — 5070

Sâmia Bomfim — 5000

Luna Zarattini — 1302

Sônia Guajajara — 5088

Prof. Luciene Cavalcante — 5089

Natália Boulos — 5010

Marina Helou — 4044

 

Deputadas Estaduais

Luiza Erundina — 50555

Ediane Maria do MTST — 50110

Leci Brandão — 65035

Carmen Silva — 40300

Professora Bebel — 13123

Bancada Feminista do PSOL — 50000

Mariana Conti — 50100

Monica das Pretas — 50900

Keit Lima — 50300

Chirley Pankará — 50888

Marina Bragante — 40444

 

Apoiamos candidaturas de homens aliados à luta das mulheres e das pessoas imigrantes, mas, desta vez, queremos dar protagonismo às candidaturas de nós para nós.

Frente de Mulheres Imigrantes, Refugiadas e Apátridas de São Paulo (FMIRA).

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