Após hiato de quase dez anos, Conferência Nacional dos Direitos Humanos busca retomada de diálogo para a construção de um Sistema Nacional

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Evento pretende consolidar um pacto nacional que reforce os compromissos do Brasil com a garantia dos direitos fundamentais, formando um espaço de escuta ativa e de debates acerca da política de direitos humanos

São Paulo • 09/12/25 às 19:05h

Com o objetivo de fortalecer a democracia e a participação social na construção das políticas de direitos humanos no Brasil, a 13º Conferência Nacional dos Direitos Humanos (ConDH) tem previsão de reunir quase 1.400 pessoas no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF). O evento será realizado entre os dias 10 e 12 de dezembro e é parte de um processo de mobilização conferencial que, desde o início do ano, tem mobilizado pessoas nos 26 estados e no Distrito Federal, por meio de mais de 100 etapas estaduais, regionais e livres que receberam mais de 670 propostas.

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Durante os três dias de evento que marcam a retomada da Conferência – cuja última edição aconteceu em 2016 -, estão previstos painéis voltados para discussão dos eixos temáticos da conferência, grupos de trabalho, lançamentos, premiações e entregas governamentais. O objetivo é promover um espaço de diálogo plural, democrático e participativo para a formulação de diretrizes que subsidiem a construção e implementação de um Sistema Nacional de Direitos Humanos robusto e eficaz.

13ª ConDH

Com o tema central “Por um Sistema Nacional de Direitos Humanos: consolidar a democracia, resistir aos retrocessos e avançar na garantia de direitos para todas as pessoas”, a Conferência Nacional busca consolidar um pacto nacional que reforce os compromissos do Brasil com a garantia dos direitos fundamentais, formando um espaço de escuta ativa de todas as pessoas delegadas e de debates profundos acerca da política pública, apontando desafios e perspectivas.

A ConDH se constitui como um espaço estratégico para a escuta ativa das demandas históricas e emergentes da população brasileira, sobretudo dos grupos em situação de vulnerabilidade, povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais de matriz africana, população negra, pessoas com deficiência, mulheres, pessoas LGBTQIA+ e população privada de liberdade. A construção coletiva de diretrizes a partir da escuta desses sujeitos é condição essencial para um sistema de direitos verdadeiramente democrático, inclusivo e efetivo.

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Assim, a Conferência Nacional também representa um marco de reconstrução institucional, reposicionando o Brasil no cenário internacional como nação comprometida com os tratados e convenções de direitos humanos dos quais é signatária. Ao articular com diferentes níveis de governo, sociedade civil e organismos de Justiça, a ConDH também amplia a capacidade de resposta do Estado às violações de direitos e reafirma o caráter indivisível, interdependente e universal dos direitos humanos.

Credenciamento

O credenciamento é obrigatório para todas as pessoas que participarão da Conferência, incluindo delegadas, convidadas e observadoras. Pessoas delegadas já estão pré-credenciadas e devem apenas comparecer aos guichês para retirada de crachá, munidas de documento de identificação com foto.

Veículos de imprensa interessados na cobertura também deverão se credenciar via formulário.

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