Coletiva no 24º DP: polícia prende sócio oculto por desabamento que matou família boliviana na Penha

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Em coletiva no 24º DP, delegados prestam condolências à comunidade boliviana e afirmam que construtora sabia do risco; acidente matou seis pessoas na Zona Leste de SP

São Paulo, 15/09/26 às 18:53h
Atualizado, 15/09/26 às 19:13h

A Polícia Civil prendeu neste domingo (13) Ronaldo Vivacqua, apontado como “sócio oculto” de uma das construtoras responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa na Penha, Zona Leste de São Paulo, na madrugada de sábado (12). O desabamento matou seis pessoas de uma família de imigrantes bolivianos que vivia no imóvel atingido. Outros dois responsáveis pela construtora tiveram a prisão decretada pela Justiça.

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DELEGADOS

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Delegados lamentam morte de imigrantes bolivianos e agradecem colaboração de sobreviventes e vizinhos em coletiva no 24º DP

Durante coletiva de imprensa realizada no 24º Distrito Policial – Ponte Rasa, na Avenida São Miguel, 3551, Jardim Penha, os delegados responsáveis pelo caso expressaram condolências aos familiares das vítimas e a toda a comunidade boliviana pela tragédia que matou seis pessoas na madrugada de sábado (12). A manifestação ocorreu após questionamento do repórter Antônio Andrade, do veículo Bolívia Cultural, que questionou o posicionamento das autoridades sobre a comunidade imigrante. A equipe policial também agradeceu a colaboração de sobreviventes e vizinhos, que prestaram informações ao longo das investigações.

A coletiva, serviu para informar os pormenores do caso, incluindo a prisão de Ronaldo Vivacqua, apontado como “sócio oculto” de uma das construtoras responsáveis pela obra. Outros dois envolvidos tiveram a prisão decretada pela Justiça. As investigações seguem sob responsabilidade da delegada Dra. Deidiene Fialho Costa Eboli, que apura a possibilidade de qualificar o crime como homicídio doloso, quando há intenção deliberada de matar ou quando se assume o risco consciente de causar a morte.

 

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Delegada aponta homicídio doloso: construtora sabia do risco, diz investigação

Segundo a delegada Dra. Deidiene Fialho Costa Eboli, responsável pela investigação, os indícios reunidos até o momento apontam para a qualificação do crime como homicídio doloso, quando há intenção deliberada de matar ou quando se assume o risco consciente de causar a morte. A delegada afirmou que os donos da construtora sabiam que a estrutura não tinha condições de prosseguir e que o risco poderia atingir vizinhos e funcionários.

“Foram confirmados seis óbitos: três mulheres, uma menina e dois homens. As equipes do Corpo de Bombeiros concluíram a localização de todas as vítimas. O local ficará sob responsabilidade das demais autoridades para o prosseguimento dos trabalhos periciais e das demais medidas cabíveis”, informaram os bombeiros ao encerrar as buscas.

 

A comunidade boliviana cobra justiça e responsabilização dos envolvidos na obra. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, com apoio de equipes periciais.

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