Campanha “Eu Amo Bolívia” lança certificação para professores em SP e reforça combate ao racismo e à xenofobia nas escolas

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Iniciativa com 100% de aprovação entre educadoras fortalece educação intercultural alinhada à UNESCO, UNICEF e diretrizes do MEC

São Paulo 11/04/2026 às 23:38h.
Atualizado 16/04/2026 às 10:05h.

Em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 4 (Educação de Qualidade) , que preconiza o acesso à educação inclusiva, equitativa e a valorização da diversidade cultural, a campanha EU AMO BOLÍVIA vem transformando a realidade de escolas públicas da cidade de São Paulo. A iniciativa, criada em 2001 pelo projeto Bolívia Cultural, acaba de certificar suas três primeiras unidades educativas no Brasil, consolidando-se como referência em práticas interculturais e antirracistas.

 

 

As escolas pioneiras a receber o Certificado Intercultural EU AMO BOLÍVIA foram a EMEI Lourenço Filho (Vila Maria), o CEI Luz do Brás (Brás) e a EMEI Holanda Base (Vila Santa Inês). O documento, que certifica duas horas de capacitação docente, é chancelado pela rede internacional de povos originários Bolívia/Brasil e adota um design motivacional que valoriza o compromisso dos educadores com a formação continuada. Para 2026, a campanha projeta distribuir 9 mil certificados presenciais; até 2027, a meta é alcançar mais de 25 mil certificados digitais.

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Renata Cocatto Costa (EMEI Lourenço Filho – Vila Maria, Zona Norte)
A diretora destacou que a palestra superou as expectativas, especialmente pela riqueza da cultura boliviana e pelos conhecimentos matemáticos e históricos apresentados, dos quais a equipe pouco sabia. Lembrou que 52% das famílias da unidade são bolivianas. Sua mensagem às famílias é que se sintam cada vez mais pertencentes àquele espaço, que é delas. Sobre o certificado, afirmou que foi um momento especial, que surpreendeu e trouxe mais valor à formação. (foto – Bolívia Cultural).
Nina Martins (CEI Luz do Brás – Brás)
A educadora explicou que 70% das crianças e bebês são descendentes de bolivianos, incluindo bebês de 0 a 6 meses. Relatou dificuldades anteriores com comunicação, alimentação e questões culturais. Avaliou a palestra como rica, significativa e potente, ampliando o olhar sobre economia, sociedade e, principalmente, a alimentação – foco da unidade. Sobre o certificado, disse estar “grandiosamente feliz”, afirmando que ele será exposto e comentado com as famílias, pois conhecendo a cultura é possível acolher melhor a população que frequenta a escola. (Foto – Bolívia Cultural).
Andressa (coordenadora pedagógica – EMEI Holanda Base, Vila Santa Inês)
A coordenadora contou que a escola sentiu necessidade de conhecer mais a cultura boliviana para atender melhor crianças e famílias. A palestra cobriu as expectativas, foi enriquecedora e ajudará na prática pedagógica, especialmente por valorizar a educação e o professor. O convite ao Bolívia Cultural veio por indicação de um professor que assistiu à palestra e a recomendou. A escola está aberta às necessidades da comunidade boliviana. (Foto – Bolívia Cultural).

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Metodologia inovadora e aprovação unânime

A mecânica inovadora da campanha combina palestras lúdicas, imersivas e educativas que percorrem desde a cosmovisão das culturas aimará, quéchua e guarani até a gastronomia e a história da migração boliviana no Brasil. Com índice de aprovação de 100% entre as educadoras participantes, a abordagem prática e sensível tem se mostrado eficaz na mudança de percepção sobre a imigração e no combate ao racismo e à xenofobia dentro do ambiente escolar.

 

A formação dialoga diretamente com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (Parecer CNE/CP 03/2004), do Ministério da Educação, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, bem como o princípio da valorização da diversidade cultural. Além disso, alinha-se às recomendações da UNICEF e da UNESCO sobre a promoção de uma cultura de paz e cidadania global por meio da educação intercultural.

 

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Iniciativa independente, sem patrocínio de empresários ou do governo boliviano, o projeto Eu Amo Bolívia já impactou mais de 350 escolas paulistanas desde 2007. A cultura milenar dos povos andinos transforma salas de aula em espaços de acolhimento e valorização da diversidade.

 

Impacto social e reconhecimento institucional

Mais do que apresentar dados históricos, a metodologia da campanha contribui diretamente para a inserção social de estudantes imigrantes, fortalecendo o respeito à diversidade e promovendo uma verdadeira cultura de paz no território brasileiro. O trabalho do Bolívia Cultural está em sintonia com as políticas públicas do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, que incentivam a construção de ambientes de aprendizagem seguros, não violentos e inclusivos para todos.

Com mais de 350 atividades realizadas em unidades educativas desde sua criação, a campanha EU AMO BOLÍVIA, reconhecido pelo Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo, se consolida como uma ponte entre culturas, garantindo que crianças e famílias bolivianas residentes em São Paulo se sintam pertencentes e acolhidas no espaço escolar brasileiro.

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Uma ponte entre culturas. Pertencimento. Acolhimento. Educação transformadora.

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