A lição da Bolívia que entrou pela porta da escola que tece a educação paulistana

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Projeto “Eu Amo Bolívia” transforma EMEI na Casa Verde em espaço de acolhimento, alinhado às diretrizes da UNESCO e UNICEF

São Paulo 20/05/2026 às 12:17h
Atualizado 20/05/2026 às 00:44h

A manhã de terça-feira, 19 de maio de 2026, foi especial na EMEI Professor Abelardo Galdino Pinto Polin, na Casa Verde. A escola se transformou em território ancestral Andino Amazônico para apresentar a cultura e a cosmovisão dos povos Quéchuas e Aimarás.

A ação integrou a campanha “Eu Amo Bolívia”, ministrada pelo imigrante boliviano Antonio Andrade, criador do projeto Bolívia Cultural. Em duas palestras lúdicas, o evento apresentou a gastronomia e o folclore das 36 nações indígenas do país vizinho, fortalecendo a identidade das crianças imigrantes que compõem o cotidiano da escola.

 

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Educação para a diversidade

A campanha exposta “Eu Amo Bolívia”, está alinhada às diretrizes da UNESCO e do UNICEF, que defendem uma educação infantil voltada ao desenvolvimento harmônico e à promoção dos direitos humanos. Ao trabalhar a cosmovisão andina e o respeito à “Pachamama”, a escola combate a segregação e aplica os princípios da cidadania global. Conforme Regiane Mota: “Não é só um evento isolado; é um norte pedagógico.”

 

Combate à xenofobia

A palestra de Antonio Andrade percorreu das origens dos povos originários andinos à migração contemporânea. A metodologia horizontal convida professores e alunos a um mergulho sensorial pelas cores, sabores e línguas originárias, reduzindo estereótipos e casos de bullying. “A participação foi expressiva e dinâmica”, observou a coordenação.

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Alinhamento com MEC e MinC

O evento está em sintonia com as diretrizes do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura, que incentivam a pluralidade étnico-racial no currículo escolar. Para os pequenos filhos de bolivianos, ver suas tradições valorizadas na escola é um ato de validação de sua existência.

 

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Com o sucesso da ação, a diretoria da EMEI estuda a continuidade do projeto. Antonio Andrade resume a filosofia: “Nossa força é a vontade de mostrar que a Bolívia vive dentro de São Paulo.” Uma força que, naquela manhã, uniu culturas dentro de uma sala de aula infantil na Casa Verde.

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