Curso gratuito da B3 ensina mulheres a investir do zero em São Paulo

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Iniciativa inclui imigrantes e aborda desde reserva de emergência até empreendedorismo feminino

São Paulo, 11/06/26 às 00:53h

As mulheres já representam 26% do total de investidores da B3, mas o acesso à educação financeira ainda é desigual quando se cruzam recorte de gênero, renda e origem. Pensando nisso, a bolsa do Brasil oferece, gratuitamente, a masterclass “Eu, Investidora (?)”, voltada a mulheres iniciantes, com atenção especial às imigrantes residentes na capital paulista.

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Ministrado pela economista Gabriela Chaves, fundadora da NoFront Empoderamento Financeiro, o curso está disponível na plataforma online de educação da B3, que reúne mais de 130 capacitações sem custo. O conteúdo combina conceitos do mercado financeiro com relatos da própria trajetória da especialista, que saiu de um período de endividamento na faculdade até realizar o sonho de viajar à África do Sul por meio de planejamento e investimentos.

 

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Em São Paulo, onde vivem cerca de 1,6 milhão de imigrantes segundo o Observatório das Migrações, a procura por informações sobre finanças tem crescido entre mulheres venezuelanas, bolivianas, haitianas e chinesas, entre outras nacionalidades. A B3 adaptou materiais complementares com linguagem mais acessível e exemplos práticos do cotidiano dessas moradoras, como o uso de contas digitais, envio de remessas ao exterior e poupança para familiares.

Durante as aulas, Gabriela organiza a vida financeira em cinco “caixinhas”: reserva de emergência, aposentadoria e investimentos de curto, médio e longo prazo. Ela explica que o primeiro passo é guardar dinheiro em aplicações seguras e de fácil acesso. Em seguida, diferencia poupar, ato de reservar recursos para necessidades futuras, de investir, que significa fazer o dinheiro trabalhar ao longo do tempo para manter poder de compra diante da inflação e dos juros.

Para ilustrar o mercado de capitais, a economista usa uma feira livre como metáfora. Cada barraca representa uma instituição financeira e cada produto, um tipo diferente de investimento. A escolha depende do perfil e do objetivo de cada mulher, assim como se escolhe frutas ou verduras de acordo com o paladar e o orçamento.

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O curso também aborda os riscos do empreendedorismo feminino quando não há sustentabilidade financeira. Muitas mulheres, especialmente imigrantes, abrem negócios próprios por necessidade, mas sem reservas de emergência ou planejamento previdenciário. Gabriela alerta que empreender pode ser um investimento de alto risco e recomenda conciliar a atividade com aportes regulares em ativos financeiros.

A iniciativa faz parte das ações do mês das mulheres na B3 e está disponível gratuitamente no link:
cursos-edu.b3.com.br

Com informação de:
www.b3.com.br/

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