Assédio contra mulheres imigrantes

Infelizmente, o assédio contra mulheres imigrantes no ambiente de trabalho em São Paulo tem se tornado cada vez mais comum, mas muitas vezes não são denunciados por falta de conhecimento sobre seus direitos ou vergonha. É necessário que a sociedade como um todo esteja ciente dessas questões e trabalhe para criar um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para todas as trabalhadoras, independentemente de sua origem, situação migratória ou socioeconômica.

O discurso do presidente Lula é um importante passo para conscientizar a sociedade sobre a gravidade do assédio sexual e garantir que as imigrantes recebam o mesmo respeito e proteção que todas as outras trabalhadoras.

Relato da imigrante boliviana *Maria Magda, traz à pauta de uma realidade indignante

O relato de assédio sofrido pela imigrante boliviana Maria em São Paulo é extremamente perturbador e chocante. Maria descreve como foi estuprada durante uma festa promovida dentro da própria oficina de costura, onde trabalhadores jovens consumiam bebidas alcoólicas. Maria afirma que, como não estava acostumada a beber, ficou embriagada mais rapidamente e acabou sendo vítima de um crime violento. Como resultado, ela teve um filho que não tem o sobrenome do pai.

Em outro incidente, um dono de oficina pegou Maria de táxi para trabalhar em sua oficina e durante o trajeto, começou a fazer perguntas íntimas e parecia estar flertando com ela. Quando chegaram à oficina, ele disse que ela seria sua companheira, cozinheira e costureira e que “seria a dona de tudo”. Além disso, o quarto onde Maria e seu filho de dois anos iriam ficar não tinha uma porta adequada para dar segurança e privacidade à mãe e à criança – era apenas uma cortina de plástico. Quando Maria perguntou onde estava o dono da oficina, foi informada por um casal que morava e trabalhava no local que ele estava bebendo e só voltaria na manhã seguinte. Maria esperou até a manhã seguinte e fugiu com seu filho.

Este tipo de situação é inaceitável e mostra a necessidade urgente de proteger os direitos das trabalhadoras imigrantes, especialmente em ambientes de trabalho precários e exploratórios. As autoridades precisam tomar medidas para garantir a segurança e a integridade física e emocional dessas trabalhadoras, bem como para punir os responsáveis pelo assédio e abuso. É importante que a sociedade como um todo reconheça e combata o assédio e a violência de gênero, especialmente contra mulheres em situação vulnerável, como imigrantes e trabalhadoras em condições precárias.

Combate ao assédio moral e sexual em ambientes de trabalho de imigrantes

Essa realidade é alarmante e precisa ser combatida de forma urgente. As mulheres imigrantes, muitas vezes em situação vulnerável, estão sendo alvo de abusos que violam seus direitos humanos e sua dignidade. É importante que as autoridades responsáveis ajam para garantir a segurança e o respeito no ambiente de trabalho dessas mulheres, bem como para punir os agressores.

Também é necessário um esforço coletivo para combater a cultura do assédio e da violência contra as mulheres, especialmente em ambientes de trabalho que historicamente foram marcados pela exploração e pelo desrespeito aos direitos trabalhistas. É preciso promover uma cultura de igualdade, respeito e tolerância zero para a violência de gênero em todas as esferas da sociedade.

Que atos configuram assédio sexual?

Tentativas de beijos, toques indesejados, comentários, mensagens e gestos com conotação sexual, convites insistentes para carona ou para saírem juntos, quando envolvem diferença hierárquica e constrangimento da vítima, caracterizam assédio.

Podem estar acompanhadas de insinuações para a pessoa entender que, se quiser subir na empresa ou manter seu emprego, deve ceder às investidas de seu superior. Isso pode acontecer de maneira direta, em que há uma ameaça verbal, ou indireta, por exemplo, quando a vítima passa a ser “boicotada” no trabalho após negar ou reclamar de alguma atitude.

Mas, em muitos casos, a ameaça aparece de forma velada. “Mas, de alguma maneira, o chefe deixa implícito que a pessoa vai ter prejuízo se disser não”, explica a procuradora Ana Lúcia Stumpf González, da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT

Denuncie o assédio moral e sexual

Disque 190
às 24 horas do dia

Disque 180
às 24 horas do dia

CAMI Centro de Apoio e Pastoral do Migrante

Tel.: (11) 3333-0847
De 08:00 às 18:00hs

Missão Paz

Tel.: (11) 3340-6950
De 08:00 às 18:00hs

Centro do Imigrante

Tel.: (11) 2618-7979
De 08:00 às 18:00hs

CEDHIC

Tel.: (11) 94449 5269
De 08:00 às 18:00hs

CRAI – Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes em São Paulo

Tel.: (11) 2361-3780 / 2361-5069
De 08:00 às 18:00hs

Consulado da Bolívia

Tel.: (11) 95680 2991
De 09:00 às 17:00hs

Consulado do Peru

Tel.: (11) 947164747
às 24 horas do dia

PUBLICIDADE

Compartilhe esta postagem:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Telegram
WhatsApp
Email
Print