Ativista boliviana, Anelin Suárez entrega imagem de Nossa Senhora Aparecida a Flávio Bolsonaro no Brás

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Emocionada, Anelin Suárez relata abraço e memória de fé com Flávio Bolsonaro na entrega da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Brás, articula aproximação da comunidade boliviana com a família Bolsonaro e declara voto 22 em entrevista ao Bolívia Cultural

São Paulo, 03/10/26 às 04:24h
Atualizado, 03/10/26 às 12:13h

A articulação política da ativista boliviana Anelin Suárez, integrante do movimento Ana Barba, ganhou visibilidade no cenário eleitoral brasileiro após a entrega de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O gesto ocorreu durante caminhada de campanha realizada no bairro do Brás, região central de São Paulo, no dia 28 de setembro de 2026, sete dias antes das eleições. O candidato esteve acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de apoiadores locais durante visita ao polo de comércio popular.

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O candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participam de caminhada de campanha no bairro do Brás, região central de São Paulo, na companhia de Anelin Suárez (movimento Ana Barba). O ato ocorreu no dia 28 de setembro de 2026. Foto (Redes sociais).

 

A imagem entregue foi confeccionada em crochê pelas mãos de artesãos que enfrentam o câncer, conforme relatou a própria ativista em entrevista ao portal de notícias Bolívia Cultural. Durante a caminhada, Flávio Bolsonaro ergueu a imagem de Nossa Senhora Aparecida diante dos presentes.

 

A simbologia do gesto e a memória de Brasília

Em entrevista ao portal Bolívia Cultural, Anelin Suárez detalhou o momento da entrega e revelou uma conexão anterior com a família Bolsonaro. Segundo ela, ao entregar a imagem, contou a história da peça, feita com fé, esperança e pelas mãos de artesãos que enfrentam o câncer. A ativista relatou que Flávio Bolsonaro se lembrou de quando ela entregou a seu pai, em Brasília, um crucifixo de madeira que depois foi colocado no Planalto.

“Quando ele se lembrou disso, nós dois nos emocionamos. Foi um abraço muito forte. Para mim, aquele abraço representou muito mais do que uma entrega religiosa: representou uma ponte de fé, de amizade e de aproximação que não conhece fronteiras”, afirmou Anelin Suárez.

A ativista disse ainda que sentiu algo espiritual naquele momento e que pediu ao candidato que, se um dia chegar à Presidência da República, aquela imagem de Nossa Senhora Aparecida possa estar no Planalto. “Para mim, seria a continuidade de uma história de fé que começou anos atrás com aquele crucifixo”, declarou.

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Relação construída ao longo dos anos

Questionada sobre há quanto tempo a família Bolsonaro faz parte de sua história de lutas sociais e políticas na Bolívia, Anelin Suárez afirmou que a aproximação vem de alguns anos, principalmente por meio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Essa aproximação vem de alguns anos e, principalmente, através do Eduardo Bolsonaro, que sempre demonstrou muito carinho e respeito pela Bolívia. Construímos uma relação de amizade e proximidade ao longo desse tempo”, contou.

A ativista destacou que a relação não começou por causa de política ou de uma eleição. “Para mim, não é uma relação que começou agora por causa de política ou de uma eleição. Existe uma história anterior, construída através de encontros, confiança e também de momentos difíceis que compartilhamos”, ressaltou, acrescentando ter carinho especial por Eduardo Bolsonaro e por toda a equipe que esteve próxima durante esses anos.

 

Diálogo com a comunidade boliviana

Sobre a possibilidade de o encontro ter abordado propostas de políticas públicas para a migração, Anelin Suárez esclareceu que não se tratou de uma reunião formal. “Nosso encontro não foi uma reunião formal para apresentar propostas específicas de políticas públicas para a migração. Foi, acima de tudo, um momento de aproximação e diálogo”, explicou.

A ativista ressaltou a necessidade de aproximar a comunidade boliviana desse diálogo, mencionando a presença de milhares de bolivianos vivendo no Brasil e atuando em diferentes atividades, como costura, gastronomia, comércio e saúde. “Os bolivianos somos empreendedores natos, empreendendo e contribuindo para o desenvolvimento do país, e muitas vezes essa realidade ainda é pouco conhecida”, afirmou.

Ela defendeu a construção de uma ponte para que as demandas da comunidade sejam ouvidas diretamente. “Acredito que precisamos construir essa ponte para que as demandas da comunidade sejam ouvidas diretamente”, disse.

 

Aproximação e representatividade

Questionada se Flávio Bolsonaro conhece a comunidade boliviana e se existe simpatia por ela, Anelin Suárez respondeu que há uma oportunidade muito grande de aproximação, que passa também pela relação já existente com a Bolívia por meio de Eduardo Bolsonaro e de pessoas que construíram essa ponte ao longo dos anos.

“Eu não quero falar em nome de toda a comunidade boliviana. Quero justamente ajudar a criar um espaço para que essa comunidade possa falar por si mesma”, afirmou. Para ela, a comunidade boliviana tem história, cultura, força de trabalho e contribuição enorme para o Brasil. “Para mim, aquela entrega da Virgem simbolizou exatamente isso: uma ponte entre Brasil e Bolívia construída através da fé, da amizade e do respeito, uma fé que não tem fronteiras”, concluiu.

 

Declaração de voto e posicionamento político

Após a entrevista, Anelin Suárez fez questão de complementar sua fala afirmando que não fala apenas como alguém que acompanha o momento, mas como uma boliviana que viveu de perto a realidade do Brasil e que, ao longo dos anos, construiu pontes de amizade, respeito e diálogo com muitas pessoas.

 

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Anelin Suárez entrega um crucifixo esculpido na região de Chiquitanía ao então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante encontro no Palácio do Planalto, em Brasília, em abril de 2022. (Foto: arquivo pessoal)

 

“Eu acredito em um Brasil onde a liberdade seja respeitada, onde a democracia seja defendida e onde segurança, saúde, educação e oportunidades sejam prioridades, inclusive para aqueles que vieram de outros países e escolheram o Brasil para viver, trabalhar e construir suas famílias”, declarou.

A ativista anunciou seu voto no candidato Flávio Bolsonaro. “Por tudo aquilo que vivi e por tudo aquilo em que acredito, neste domingo, meu voto é 22 – Flávio Bolsonaro. É uma escolha consciente, baseada em valores que considero fundamentais e também na história de apoio e diálogo que construí com a família Bolsonaro”, afirmou.

Anelin Suárez encerrou sua participação na entrevista com uma mensagem ao eleitorado. “Que cada pessoa exerça seu direito de escolha com liberdade e consciência”, disse.

A participação de uma ativista boliviana no processo eleitoral brasileiro, com declaração pública de voto e articulação junto a lideranças políticas, representa um fator histórico na relação entre as comunidades migrantes e a política nacional. A entrega da imagem de Nossa Senhora Aparecida, feita por artesãos que enfrentam o câncer, simbolizou, segundo a própria ativista, uma ponte de fé e amizade entre Brasil e Bolívia.

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