Prefeitura de SP anuncia fechamento de abrigo modelo da ONU dias após Marcha dos Imigrantes

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Medida da gestão Nunes, que transfere 157 migrantes para abrigo de população em situação de rua, ocorre na mesma semana da 17ª Marcha dos Imigrantes e Refugiados, medida gera alerta de violência e retrocesso.

São Paulo • 17/12/25 às 11:39h
Atualizado • 17/12/25 às 12:11h

Na mesma semana em que centenas de imigrantes e refugiados marcharam pela Avenida Paulista na 17ª Marcha dos Imigrantes e Refugiados por Direitos e Paz, a Gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) tomou uma decisão que movimentos sociais classificam como um retrocesso: o fechamento do Centro de Acolhida Especial para Famílias (CAEF) Ebenezer, abrigo na Zona Leste tido como exemplo pela ONU no atendimento a refugiados.

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Foco na Contradição e no Grito por Direitos: Manifestantes tomaram a Paulista em um grito por dignidade e paz. Na mesma semana, a gestão municipal de SP responde anunciando o fechamento do principal abrigo de refugiados da cidade. Enquanto se pede respeito, a ação do poder público parece caminhar na direção oposta. (foto – Leonor Hills).

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A reportagem completa, com todos os detalhes sobre a transferência precipitada de 157 estrangeiros, incluindo crianças e idosos, para uma unidade do programa Vila Reencontro, destinado originalmente a pessoas em situação de rua, pode ser lida na íntegra no site da Repórter Brasil.

A decisão, comunicada de forma unilateral à empresa terceirizada e não à entidade que presta o atendimento especializado, pegou o Centro de Apoio Pastoral ao Migrante (CAMI) de surpresa. O coordenador da entidade, Roque Patussi, alerta para o risco de violência, relembrando conflitos em transferências passadas, e destaca que migrantes e refugiados, que fogem de cenários de violência em seus países, têm necessidades específicas que diferem do perfil atendido pelo Vila Reencontro.

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A Defensoria Pública do Estado já se manifestou, solicitando explicações formais à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). Em nota à imprensa, a Prefeitura afirmou que o fechamento faz parte de um “reordenamento da rede” e que o processo de transferência respeitará os perfis, garantindo acompanhamento.

Em resposta a este veículo, o CAMI informou, em nota, que se comprometeu a enviar uma posição oficial detalhada ao portal Bolívia Cultural na semana seguinte à publicação desta matéria.

Fonte: reporterbrasil
Foto de capa:
Arquivo – Bolívia Cultural

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