Na Rota da Proteção: São Paulo Ganha Terceira Van para Atender Mulheres Vítimas de Violência

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Equipamento itinerante reforça rede de apoio na capital; serviço atende brasileiras e imigrantes, com foco em chegar a locais de maior vulnerabilidade.

São Paulo • 26/01/26 às 02:00h

Na semana em que completou 472 anos, São Paulo recebeu um presente voltado para a proteção de um dos grupos mais vulneráveis: a terceira Unidade Móvel de Atendimento às Mulheres e Meninas (Van de Acolhimento). O equipamento, que funciona como um braço itinerante da Casa da Mulher Brasileira, tem a missão de ampliar a rede de proteção na cidade, percorrendo diferentes territórios e garantindo acesso a serviços de enfrentamento à violência.

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A ação visa descentralizar o atendimento, indo até locais de difícil acesso, regiões de grande circulação e eventos de massa, como o Réveillon e a Virada Cultural. “A violência contra as mulheres está demais. Essa van é itinerante e vai até onde as mulheres mais necessitam”, afirma Maura Rita de Oliveira, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira.

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Maura Rita de Oliveira, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, durante a inauguração da terceira Unidade Móvel de Atendimento a Mulheres. Ela destacou a missão do equipamento itinerante: “É para espalhar o protocolo e para as mulheres não se calarem”, reforçando o objetivo de divulgar os canais de ajuda e encorajar as vítimas a romperem o ciclo da violência. (Foto: Bolívia Cultural)

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O objetivo é claro: divulgar os canais de ajuda e encorajar as vítimas a romperem o ciclo de violência. “É para as pessoas procurarem a gente, para espalhar o protocolo e para as mulheres não se calarem”, explica Maura. O serviço atende qualquer gênero, raça ou nacionalidade, funcionando como uma porta de entrada para o atendimento integrado da Casa da Mulher Brasileira, onde são oferecidos desde apoio psicológico e abrigo até assistência jurídica, tudo em um único local.

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Registro histórico: equipe da rede multidisciplinar celebra a inauguração da terceira Unidade Móvel (Van de Acolhimento) para Mulheres e Meninas, em frente à Basílica da Sé. O veículo itinerante reforçará a rede de proteção, levando atendimento integrado e encorajamento às vítimas de violência para todos os cantos de São Paulo. (Foto: Bolívia Cultural)

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Acolhimento que cruza fronteiras

A rede de proteção tem um alcance intencionalmente amplo, incluindo de forma ativa a população migrante. Durante a inauguração, a imigrante boliviana Carla Yanapa, ativista há mais de dez anos no Brasil, destacou a importância do equipamento para todas as mulheres. “É fundamental que todas nós conheçamos e utilizemos este serviço”, disse.

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A imigrante boliviana e ativista Carla, há mais de dez anos no Brasil, durante a inauguração da terceira Van de Acolhimento para Mulheres em São Paulo. Ela destacou a importância do equipamento para todas as mulheres e também atua no CRAI Móvel dos Imigrantes, serviço de apoio à comunidade migrante. (Foto: Bolívia Cultural)

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Carla foi enfática sobre a importância da denúncia: “Devemos denunciar ao primeiro sinal, seja um insulto, uma ameaça ou um empurrão. A violência começa pequena e vai escalando. Não podemos esperar que piore”. Ela, que também atua no CRAI Móvel dos Imigrantes, um serviço itinerante similar focado na comunidade migrante, reforçou a necessidade de divulgar os canais de ajuda. O CRAI Móvel oferece serviços como regularização migratória, orientação jurídica e social, e realiza atendimento em múltiplos idiomas.

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Uma rede que se expande

Com esta nova Unidade Móvel de Atendimento às Mulheres e Meninas, a cidade passa a contar com três vans dedicadas ao acolhimento de mulheres, reforçando uma rede que já possui 32 postos de atendimento na capital. A iniciativa simboliza um compromisso duplo: com os direitos humanos e com a construção de uma cidade mais acolhedora e segura para todas as mulheres, estejam elas onde estiverem.

A mensagem final é de união entre os serviços. “Se nos virem pela cidade, nosso equipamento é identificado. Estamos à disposição para ajudar”, concluiu Carla, convidando tanto brasileiras quanto imigrantes a buscarem apoio. A van, assim, não é apenas um veículo, mas um símbolo móvel de que o combate à violência precisa e pode chegar a todos os cantos.

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