A Marcha dos Imigrantes e Refugiados Reafirma o Existir em Pleno Direito

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No coração de São Paulo, famílias de imigrantes irão transformar o asfalto da Paulista em um testemunho vivo dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

São Paulo • 21/11/25 às 15:27h
Atualizado • 13/12/25 às 16:17h

Não é apenas uma caminhada. É o corpo de uma mãe haitiana, antes invisível, agora ocupando o centro da cidade. É o sorriso largo de uma criança boliviana acolhida e transportada nas costas pelo “aguaio” (técido andino) da mãe que carrega uma história da própria ideia de futuro. É o olhar firme de um senhor sírio que carrega, no passo lento, a memória de uma terra distante. Essas vidas, com suas histórias gravadas na pele, serão os verdadeiros discursos na 17ª Marcha dos Imigrantes e Refugiados, que tomará a Av. Paulista no domingo, 14 de dezembro de 2025.

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Sob o lema “Migrar, resistir e viver com dignidade são direitos humanos”, a marcha vai além do protesto para se tornar uma afirmação solene. Cada família presente é a materialização do Artigo 1º da Declaração Universal, que proclama todos os seres humanos nascidos livres e iguais em dignidade e direitos. O simples ato de marchar juntos, com suas roupas típicas em fusão com as melodias e coreografias do Caporal e o Salay bolivianos, são sentimentos de bandeiras concentradas na quadricromia da “Wiphala”, eixo de lutas socias pelo mundo afora.

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A concentração confirmada para o Domingo 14/12/2025 no Vão Livre do MASP, a partir do meio-dia, promete ser um retrato falado da resistência cotidiana. Enquanto milhares buscam reconstruir suas vidas no Brasil, a marcha se ergue como um coro que exige a efetividade do Artigo 22, que garante a todos o direito à segurança social e à realização dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade. O acesso à saúde, a uma educação que acolha, a um trabalho decente, pautas centrais do movimento, não são favores, mas a base para uma existência que respeite o Artigo 25, o direito a um padrão de vida capaz de assegurar o bem-estar próprio e da família.

A presença das crianças, em particular, lembra a todos um compromisso com o futuro. Elas são a razão pela qual a luta insiste no Artigo 26, o direito à educação, que deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações. A marcha é, ela própria, uma aula pública de humanidade.

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Trajeto, Horários e Um Cuidado Especial com a Logística

Diferente de alguns domingos, a Paulista estará aberta para carros e ônibus. A Subprefeitura da Sé suspendeu o programa “Ruas Abertas” para não interferir na segunda fase do vestibular da Fuvest, que ocorre no mesmo dia. Por isso, a marcha ocupará apenas duas faixas do lado do MASP, exigindo maior atenção dos participantes ao trânsito. (saiba mais do cronograma da marcha AQUI).

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O convite é extensivo a toda a sociedade brasileira. Participar não é apenas solidarizar-se; é reconhecer-se como parte de um mesmo tecido social vivo, é ajudar a construir um país que se fortalece na diversidade, um Brasil que honra, na prática, os princípios que assinou em documentos universais. A Paulista, por um dia, será mais que uma avenida: será a prova de que dignidade é um direito que não pede passagem, mas que se constrói, coletivamente, a cada passo.

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Organizadores e apoios da 17º Marcha dos Imigrantes e Refugiados:

  • AMILV – Associação de Mulheres Imigrantes Luz e Vida
  • ARRO Associação de Resgate dos Afegãos
  • ASSEMPBOL – Associação de Empreendedores Bolivianos
  • Associação de Costureiros e Empreendedores Imigrantes
  • Associação Malinesa de São Paulo
  • CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante
  • CERECRU – Centro de Residentes Cruceños
  • Coletivo Ombro Amigo
  • Diálogo e Ação Petista Associação
  • Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas
  • Federaçāo Alkebulan – União Áfricana
  • Federação Bolivianos Unidos no Brasil
  • Fraternidad Caporales Mi Viejo
  • Fraternidad Salay Tiraque
  • Fraternidad Tinkus Bolivia Wayna Lisos
  • Fundação Sabaly
  • Identidade Humana
  • IMBG – Instituto Batista de Guaianases
  • INSTITUTO LINHAS DIVINAS
  • MIVM – Movimento Independente de Luta Por Habitação de Vila Maria
  • Ocupação dos Imigrantes
  • Ocupação Douglas Rodriguez
  • Rede de Cuidados em Saúde para Imigrantes, Refugiados, Apátridas e Retornados
  • Rede Milbi
  • SIMESP – Sindicato dos Médicos de São Paulo
  • Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região
  • MTST BRASIL – Movimento dos(as) Trabalhadores(as) Sem-Teto
  • USIH – União Social dos Imigrantes Haitianos.

Para garantir uma participação ampla e segura, precisamos de apoio para custear o transporte de pessoas e organizações que vêm das periferias distantes. Sua colaboração é fundamental para fortalecer essa caminhada. Junte-se a nós e contribua via PIX: 11 9666-29219 (União de Mulheres Residentes em São Paulo).

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