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Todos Santos 2018, no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo - Bolívia Cultural

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Todos Santos 2018, no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo

Todos Santos 2018, no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo

O Cemitério da Vila Formosa, maior necrópole da América Latina, foi fundado em 20 de maio de 1949, o cemitério ocupa uma área de 763.175 m². Desde a sua inauguração, já foram realizados mais de 1,5 milhão de sepultamentos. É uma cemitério usada, sobretudo, para enterros de pessoas das classe C, D e E. Desde os anos 80's o cemitério recebe famílias de imigrantes latino-americanos. Com visitas animadas com músicas e alimentos no dia de finados (DIA DE TODOS SANTOS), festa de diversidade cultural na cidade de São Paulo.

 

KOLLASUYO MAYA

O coletivo cultural "Kollasuyo Maya", composto por imigrantes bolivianos tem expresada sua arte no Cemitério da Vila Formosa desde o ano de 2015. O coletivo circula o cemitério tocando musicas em homenagem aos defuntos, recebendo das famílias pães e fruta em troca das orações e musicas.

 

Coletivo cultural "Kollasuyo Maya", composto por imigrantes bolivianos.

 

No dia de "Todos Santos", familias agradecem à música e orações com pães, frutas, e doces.

 

 


Imigrantes latino-americanos

Na festa de finados de 2018, o cemitério tem recebido um aumento na visita de famílias bolivianas e equatorianas, partilhando momentos de uma das festividades familiares mais esperadas da América Latina.

O registro aconteceu na sexta feira (02) de novembro no Cemitério da Vila Formosa.

 

Sotaques latinos no "Dia de Finados" no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo.

 

FESTA DE TODOSA SANTOS (Bolívia)

No 1º de novembro ao meio dia, as famílias dos mortos montam uma mesa sobre a qual dispõem uma toalha (branco se o morto é uma criança, negro ou escuro se fosse um adulto) ainda por cima põem elementos simbólicos podendo ser objetos ou comida. Também se coloca em cima uma foto do e velas acesas.
 
Há fruta seca, bolachas, doces em forma de animaizinhos, escadas de pão (provindo da tradição católica, para subir ou baixar do céu), coca e chicha (bebida de milho), instrumentos de música e "tanta wawas", ou seja, "meninos de pão". Este último elemento é como reminiscência do rito da Copachoca, praticante na época incaica, a presentear meninos sacrificados às divindades do mundo sobrenatural.
 
Os familiares sentam-se ao redor da mesa e recebem todas as noites visitantes, acompanham a família em seu rito de lembrança ao difunto, em suas orações, e por suposto compartilham a comida e as bebidas.

 

 

Também é tradição que passem grupos de meninos de casa em casa para orar e cantar (abados ou Cori Coritos) às almas dos mortos, recebendo em troca uma parte do banquete da mesa. Estes cantos são jocosos, contando pequenas historitas em rimas.

No dia seguinte, estes cantos repetem-se quando as famílias montam a mesa (mastak'ou) sobre a mesma tumba do morto. Os mastak'us são à medida da importância do morto e da riqueza de sua família, às vezes chegam a ser realmente impressionantes.

Ao meio dia começa o ritual de despedir às almas que devem regressar ao mundo subterrâneo. Isto se acompanha de comida abundante, porque o morto precisa muita energia para sua viagem de volta. O cemitério transforma-se por horas num gigantesco banquete sobre a mesa.

 

 

Álbum de fotos