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Olvidados - Filme boliviano é indicado ao Oscar 2015 - Bolívia Cultural

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Olvidados - Filme boliviano é indicado ao Oscar 2015

Olvidados - Filme boliviano é indicado ao Oscar 2015

Como produtora, filme com Carla Ortiz retrata a ditadura latino-americana e é indicado ao Oscar

Depois de muito tempo na frente das câmeras, agora Carla Ortiz está também atrás delas. A boliviana iniciou nova fase como produtora, com o filme “Olvidados”, em que também atua.

 

por Angelina Miranda

 



O filme é um dos indicados à vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2015.

Lançado na metade de 2014, a produção deixa claro que não quer esquecer o que se passou na Bolívia durante o período da ditadura militar (1964-1982).

O longa se baseou, em grande parte, nas pesquisas do historiador boliviano Mauricio d’Avis.

Durante anos ele se dedicou a uma investigação sobre a Operação Condor.

A organização internacional americana articulou com governos militares o controle e extermínio das ideologias comunistas. Militares foram capacitados pela CIA para organizar os golpes de estado que aconteceram simultaneamente em vários países sul-americanos.

O ator mexicano Damian Alcazar tem papel de destaque interpretando o general José. Ele é um oficial aposentado, que, depois de um enfarte, se vê atormentado pelas lembranças do passado. Em seu leito de morte, decide contar ao seu único filho os segredos mais profundos de sua busca pela redenção.

 

 

“Olvidados” reúne não só atores bolivianos, mas, também, talentos de outros países.

O português Carloto Cota, os argentinos Rafael Ferro, Tomás Fonzi, Ana Calentano, Guillermo Pfening e Lorenzo Quinteros, os chilenos Manuela Marteli, Eduardo Paxecho, Schlomit Baytelman e os bolivianos Jorge Ortiz, Cristian Mercado e Milton Cortez.

Com experiências em temáticas sociais e políticas, a direção ficou por conta de Carlos Bolado. Segundo Carla, por ser mexicano, ele agregou bastante no processo de construção por ter um olhar de fora sobre o conflito.

Em entrevista ao Los Hermanos/Planeta América Latina, Carla Ortiz nos contou sobre a memória de seu país, a integração entre os povos latinos a as perspectivas desse novo projeto.

Além da Bolívia, o filme será exibido na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Em breve, chegará às telas brasileiras.

 


 

Acompanhe a entrevista exclusiva com Carla Ortiz

Bolívia Cultural: “Olvidados” é para lembrar daquilo que não se pode esquecer sobre a história da Bolívia?
Carla Ortiz: Com certeza. É uma oportunidade de recuperar a memória histórica e de curar feridas, também, para não permitir que esses atos sangrentos e desumanos voltem a se repetir.

BC: O Brasil se diferencia da América Latina pelo idioma. Reconhecer que temos em comum os regimes ditatoriais pode ser uma porta de integração?
Carla: Na verdade, existem mais histórias que nos unem do que nos separam. Penso que o Brasil cada vez mais sente os latino-americanos como irmãos, e ainda que não fossemos parte da América Latina, histórias como estas nos unem definitivamente. Saber que o que aconteceu viola os princípios básicos de nossa humanidade é nosso dever como nação, como cidadão. Não podemos continuar indiferentes perante ao sofrimento universal.

BC: As mulheres, muitas vezes, esquecidas nas lutas sociais e políticas, sempre tiveram participação de relevância, mas não recebem o mérito e reconhecimento devido. Como mulher, esse lado tem espaço nesse novo projeto?
Carla: Sem dúvida. E até mesmo no nosso país há aqueles que não aceitam que uma mulher seja atriz e produtora. É triste, no entanto, é o que é. São muitos, mas os que reconhecem não só a fortaleza da mulher, mas também a urgência de preservação é o que nos inspira em nossas lutas sociais. No fim, o bem sempre triunfa, mas nos custa chegar ao final.


BC: Nunca um filme boliviano teve tanta expectativa para a sua estreia, nem uma rede tão ampla de salas de exibição. Este é um novo momento no cinema boliviano?
Carla: Acredito que o resultado é de um grito de urgência por mais cinema. Realizar também um audiovisual diferente que integre um cinema sócio político, histórico e comercial. O público boliviano voltou mais exigente com as super produções enlatadas. E deseja um cinema de maior qualidade.

 

 

BC: Em entrevista ao canal CNN você disse que mais do competente é perseverante. Do que a juventude precisa para perseverar e lutar por seus objetivos?
Carla: Em uma passagem Jesus disse: “Se bater na porta insistentemente é certo que pelo menos pelo cansaço vão te dizer que sim”. Sou uma lutadora inveterada. Nada me desanima, nem me distrai do meu objetivo. Faz tempo que me dei conta de alguns talentos que me foram dados ao nascer, eles têm missões para com a minha gente e o meu país. O meu trabalho não faço em virtude somente da minha fama e vitória, entendi que o meu êxito é para o meu povo, e isto me motiva.

BC: Dê um salve às comunidades imigrantes de latinos que vivem no Brasil, imigrantes que lutam no cotidiano por um espaço de direitos e mais democrático.
Carla: Mando uma saudação a todos os meus irmãos que saem de suas terras para encontrar seus sonhos. Não desistam. Que a própria vida dê a vocês toda a força de que necessitam! Lembrem sempre de onde vieram, a nossa pátria é extremamente bela e especial.